Tive razão - Seu Jorge
era pra ser só uma parada. nada demais. coisa de quem tem medo de se perder. não havia mais desejo. vento que congela, fez do pitsop sua morada. parada, era só concreto, sem encontro.
"demorou, vai ser melhor".
novamente em busca das cores, dos ritmos e da arte, cenário de sua vida. não queria ficar parada na esquina do acaso. inventar também é sina.
então a gente volta, sem compromisso algum. o amigo do amigo do vento ajuda.
demorou, vai ser melhor...
ps: quase 2 anos sem escrever... vamos brincar, tá tudo muito sério...
domingo, 27 de janeiro de 2013
vai ser melhor
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Sandra Leite
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domingo, 24 de julho de 2011
Distração
Amy Winehouse - Will you love me tomorrow?
“Eu te admirei no dia que te conheci”. “ São três horas e deixo aqui meus beijos “. Ria, sorria. “Eu acho que tô apaixonado”.
Não foi uma vez que ele disse. Dizia ao seu espelho, dizia ao seu divã. Lugar de encontro, de aconchego. Dizia ao vento.
“Foi lá que a conheci?”
Não, acho mesmo que já estavam juntos no encontro das palavras. Ele disse. Ele sabia-se enredado pela poesia que ela traçava em sua vida. Pela poesia que ela traçava com suas pernas. Ela foi ao seu encontro. Ela, sua maior liberdade. Entregava-se livre diariamente. Desejava os encontros de pernas e palavras. Desejo que transbordava na leveza de serem distração.
Eram únicos, tão distintos. Estavam juntos. Eram desde sempre.
Parece mais um encontro de palavras com final feliz. Mas não qualquer encontro. Também um encontro de bites & bytes. Essa era a história que Sunny contava....
Que sejam felizes todos os dias. Experimentem a novidade da vida. Brindem com a casa repleta de amigos.
E celebrem em silêncio, na cumplicidade do olhar que exclama!
* a Prill foi quem me apresentou duas das maiores cantoras, duas divas. Amy Winehouse e Esperanza Spalding. Hoje não dava pra usar outra trilha.... Valeu, Amy!
** A imagem que usei é do belíssimo filme " A insustentável leveza do ser" ...
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Sandra Leite
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22:00
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domingo, 19 de junho de 2011
Nem precisa ser meia-noite...

Foto: Rodrigo Bressane
Même souis la pluie - Françoise Hardy
" é maravilhoso, é maravilhoso!!! "...
* adorei o filme, mas Woody Allen roubou o meu roteiro:) Ah, Paris...
**Parabéns, Chico Buarque, aniversariante do dia!
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Sandra Leite
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domingo, 22 de maio de 2011
não há paraíso
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Sandra Leite
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16:30
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domingo, 15 de maio de 2011
somos instantes...

Três Dias - Marcelo Camelo e André Dahmer
PS: era uma vez um calçadão, sem pretensão alguma. a janela [in]discreta à espera do encontro. poetas-amantes e "amores amáveis", avesso e descanso, guerra e paz. parei por mil motivos que não lembro agora. volto e continuo em busca da batida perfeita.
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Sandra Leite
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domingo, 10 de outubro de 2010
É mais que uma fotografia!
Para Angela Esteves e Ronaldo Martins
Eu quero botar meu bloco na rua - Sérgio Sampaio
O cinza da manhã era cor de nostalgia! Tudo seria reinventado por suas memórias, era sua salvação. Naquele instante, erros e acertos de suas infinitas vidas traziam sentido para seu hoje. Cheiro e sabor de melancolia.
Estava presa às fotografias de sua "Itabira". Chorava e sorria ao reencontrar tantos momentos de ausência e alegria histérica. A distância e o tempo parecem colorir as mesmas paisagens. Faz diferente sendo apenas igual.
Sentiu uma profunda inveja da fragilidade que lapidou sua humanidade. Fez-se terna e contraditória. Livre para novos caminhos e outros destinos.
Hoje, era um amontoado do que deveria ser feito. Não! A vida lhe prometera mais naquelas fotografias. Sabia que apenas ela poderia alterar o curso de sua vida. Perdeu-se num choro solitário por reencontrar-se pequena.
Era a única [ir]responsável por ter a vida repleta de vazios. Penitenciou-se e por si foi perdoada. Expôs sua fragilidade como um marco. Era seu fracasso? Não!
É sua chance. É mais que uma fotografia.
Confidência do Itabirano
Carlos Drummond de Andrade
Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.
De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!
* Eu sabia que voltaria, mas nada como a trilogia 10/10/10. Mas voltei porque li isso: "Nostalgia. Uma espécie de infecção que deixa a gente exposto ao que foi belo e dá saudade. Será que toda criança vai sentir isso um dia?" Ronaldo Martins. - A música do post, tão linda, foi-me dada por ele. Um vento poderoso soprou por ali! Obrigada, Ronaldo!
** A foto do post foi roubada, literalmente, da Angela Esteves. Ela e Ronaldo, adoráveis amigos, me fizeram chorar boa parte do sábado. Ângela sabia...
*** Tudo é muito mais que uma fotografia. "Itabira" está viva.
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Sandra Leite
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03:00
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sábado, 24 de julho de 2010
Memorial
Despedaçada, era assim que começava a história. Contrariou o roteiro e o início era seu fim. Não era medo, era a ausência que atormentava. Seu vazio, sua desesperança. Suas palavras insistiam no silêncio. Precisava do futuro naquele instante e criou novo roteiro. Estranhamente, algumas páginas agonizavam ao longo da trilha. Tudo na mais perfeita desordem. Parou e trouxe à memória registros de vida - sim, era verdade. Não eram poucos, eram intensos. Sentido se faz? Sentido não há.
- "Onde está todo mundo? Onde ficou a minha trilha?", gritou em silêncio.
Se calou para escutar.
- "Fala, silêncio?"
Fala. A palavra se revela no silêncio, mas era necessário desejo.
- "Desejo não há, onde mando criar?"
Jogou outras páginas do roteiro inacabado para o alto. Não contava que o acaso traria outras, em branco.
Sua chance era pintada de branco. Nelas, um memorial.
Talvez uma história, mas só talvez.
Reencontrar ainda é preciso.
É sua fé.
* O Oráculo agasalha as palavras, em silêncio! Exatamente ;)
** Música que é poesia. É Lenine...
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Sandra Leite
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05:30
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